De volta à vida normal

A minha Joana regressou hoje à escola e a minha vida regressou, por assim dizer, ao normal…

20180103_1003141460707052.jpgEstou(mos) nervosa(os) com este regresso, pois é o regresso após uma situação muito chata e complicada que lhe aconteceu, abusiva mesmo, de que não falei por aqui, mas que deu expulsões e suspensões e processos e reprimendas e muitos chamamentos para depoimentos formais e etc. A escola e bem, agiu com pulso muito firme e vamos ter fé que vai correr tudo pelo melhor a partir de agora, como já antes corria tudo pelo melhor.

Mas há aquela pontinha de nervosismo claro…

Tudo isto serviu também para ver quem é quem, quais os princípios que cada um transmite aos seus filhos, que são geralmente os seus (ou a ausência dos mesmos). Por um lado, preocupa saber que há pessoas que debaixo do verniz são o perfeito vazio existencial, mas por outro, mostra também que, no meio das pessoas que se limitavam a assistir a uma agressão (e até incentivar), havia algumas que viram algo que estava errado e agiram. Suponho que é a diferença entre pessoas criadas com a noção do que é correto e pessoas apáticas e outras, com valores ainda piores, que acabam em adultos, sem outras orientações, por ser a escória da sociedade.

Será que os pais que criam os filhos para a apatia e a participação, não tem noção de que uma agressão a uma colega pode amanhã ser uma agressão a um filho seu perante a apatia e o incentivo de outros?

Será que os pais vivem tão alheados que não se preocupam em explicar o que está certo ou errado?

Será que vive ainda tudo a achar que o mal só acontece aos outros? Para ficarem chocados e surpreendidos quando acontece aos seus?

Enfim, nem vale a pena continuar… Certo é que me afastei de tudo o que era ambiente frequentado e/ ou que alimenta agressores, não por alguma vergonha, algum tipo de medo ou outras condicionantes mas por considerar que nem mais um cêntimo meu deve servir para “alimentar” agressores… É mesmo por ai! Não que os meus cêntimos sejam muitos mas, muitos ou poucos, são empregues noutros locais, parece-me justo!

Portanto hoje, renovada, voltei à minha rotina, acordei bem cedinho, bebi o meu sagrado café, a máquina por qualquer motivo voltou a funcionar e toca a despachar a minha Joana que hoje levava umas calças novas, prenda de Natal da tia @crispedrada bem assim como uma camisa aos quadrados… Ia toda orgulhosa a minha rapariga 🙂 Está desejosa que chova para poder levar as galochas cor de rosa que o pai lhe ofereceu, mas ainda não é hoje hehehehe

Depois de a entregar na escola sim, fui ao novo café do costume beber a minha bica matinal e toca a regressar a casa. Voltar a estudar, já está a acontecer, vai ser uma das minhas ocupações de 2018.

Estou novamente solteira e boa rapariga e não me sinto mal com isso. Faço o que quero, quando quero, não dou satisfações a ninguém e não me sinto infeliz, antes pelo contrário, um tanto ou quanto aliviada para ser sincera. Pode ser chato mas é aquela, tudo passa na  vida, vida a minha que ainda tem muito para dar 🙂 Os meus gatos também agradecem e cada vez mais me convenço que não há companhia melhor para dormir que o meu Sebastião 😀

Voltamos à velha frase do “só cá está quem faz falta”, máxima que sigo já há muitos anos, mais concretamente desde a complicada gravidez da minha Joana.

Mas atenção, quando digo sozinha, é mesmo sozinha que quero estar e ficar, é o ideal para mim neste momento.

Mas que é uma estranha maneira de começar um ano, lá isso é 😀

Carla

 

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