Antes de ir votar…

Antes de ir votar, porque quem não vai está, aqui, a dar o voto à CDU e depois não tem direito a queixar-se, achei por bem estar informada e acho que toda a gente que aqui mora, devia perder 5 minutos a informar-se sobre cada um dos candidatos a presidente de câmara (no meu caso Palmela).
Artigo a ler com atenção, não demora mais do que 5 minutos:
Antes, quando não conhecia aqui na zona ninguém, ainda dei o benefício da dúvida, agora lamento mas não vou votar nos que lá estão e, em 7 pontos, explico o porquê:
  1. As ruas, como a minha, em terra batida, continuam sem que se passe a máquina regularmente e em condições tais que, percorrer esta rua no verão é quase como andar na areia fina vinda do Saara nos tempos em que o Paris-Dakar era ai localizado (nuvens e nuvens de pó)… e no inverno, com a chuva abrem-se buracos e é quase como fazer TT (e por muito divertido que fosse, eu não tenho um UMM nem nada que se pareça);
  2. As canas crescem livremente nas valas e, para entrar na Rua Zeca Afonso, tenho de meter o carro enfiado em meio canavial… pior, se quisesse ir pela rua do lado, a Travessa da Palmeira, teria de passar literalmente e praticamente dentro do canavial;

    Vamos esperar que o camião do lixo da câmara caia dentro da vala para se dignarem vir aparar as canas…
    ahh e com esse acidente, ainda reparar o camião à conta dos dinheiros camarários?!?!?!?


  3. Quem limpa as canas nas valas, ao lado das casas, arrisca multa, mas de quem raio é a responsabilidade de manter estes aceiros (pomposamente ditos ruas) limpos e em mínimas condições??
  4. Os caixotes do lixo ou não chegam ou não são esvaziados regularmente e temos de ver se está ou não vazio para lá ir deitar o saco do lixo sob pena de não caber e lá se acumula o lixo ao lado;
  5. Os monos e desperdícios agrícolas devem ser colocados ao lado do caixote à 3ª feira, sem recipiente para os mesmos e acabam por se acumular dando origem a que a malta dos “a minha cortina é mais limpa que a tua” se entretenha a tirar fotos às laterais dos caixotes, Pinhal Novo fora, dizendo nas redes sociais que a malta é toda muito porca e mais ba bla bla;
  6. Pontos de reciclagem estão a pelo menos 2 km o que faz com que a maioria das pessoas deite garrafas e afins diretamente no lixo;
  7. Por último e apesar de ser uma câmara CDU, o tal do comunismo e direitos do povo, famílias e etc. etc., na realidade não temos o IMI mais caro 0,39% (nem o mais barato), mas também não aderimos ao IMI familiar e se calhar nesta zona onde há muita pobreza e muitos filhos, seria uma coisa a esperar de um executivo CDU… mas não aderimos e essa é, para mim, a cereja no topo do bolo…

    NOT Ok!?!?!?

    Aderiram inúmeras câmaras até com a generalidade da população com maiores recursos económicos, como Montijo (nosso vizinho), Oeiras, Lisboa, Odivelas, etc., mas nós Palmela, não… se calhar a câmara acha que já há Caramelos a mais e não incentiva a natalidade… deve ser por ai :/

Não deixa de ser engraçado que, desta vez, o PAN não apresentou listas (ou problemas técnicos fizeram com que não fossem aceites) e também, do que conheço a mentalidade mais rural aqui da minha zona, não teriam grandes hipóteses de eleger membros…
Transcrevo apenas, do referido artigo, as conclusões de quem seguiu o debate, Francisco Alves Rito – Director do DIÁRIO DA REGIÃO:

OS CANDIDATOS UM A UM:

 

Paulo Ribeiro (PSD/CDS-PP)

Paulo Ribeiro (PSD/CDS-PP)
Foi o ‘mais político’ de todos os candidatos, no sentido da boa combinação entre a oratória e o à-vontade. Num registo seguro, bem-disposto, o candidato PSD/CDS-PP nunca perdeu o pé. Mesmo em questões em que ficou isolado, como na agregação das freguesias, não se deixou atrapalhar. Chegou até ao desportivismo de tentar ajudar a CDU na resposta a um espectador – certamente da sua área partidária – que afirmou que o comunismo está ultrapassado.

Paulo Ribeiro teve como pontos fortes a objectividade nas respostas, a linguagem clara, com frases sonantes, com propostas concretas e a postura altiva mas sem arrogância que transpira segurança.

O ponto mais fraco talvez seja o notar-se ainda que não é nativo. Apesar de ser autarca no concelho há quatro anos, de ter cumprido plenamente o mandato de vereador para que foi eleito e de estar entrosado socialmente ao ponto de identificar cada um dos membros da assistência que usaram da palavra, parece faltar ‘qualquer coisa’ a Paulo Ribeiro neste aspecto particular. Como se o homem urbano que é não encaixasse perfeitamente no toque de ruralidade comum ao concelho de Palmela.

Consegue passar a ideia de que poderia ser um bom presidente de Câmara.


 

 

Raúl Cristóvão (PS)

Raúl Cristóvão (PS)
É o candidato que melhor consegue irradiar uma sensação de bondade – talvez sugerida pela sua imagem física, que lembra o Pai Natal. Seguro, com linguagem simples e clara, com propostas concretas, transmite confiança pela sensatez e pela honestidade de, em várias questões objectivas, concordar com os pontos de vista dos adversários (como fez com Álvaro Amaro a propósito do reboco da muralha do castelo em que admitiu complexidade do processo).

Raúl Cristóvão tem como pontos fortes a serenidade, a perspectiva construtiva orientada para a solução e a constante preocupação com o social.

O ponto mais fraco do candidato do PS foi ter resvalado, uma ou duas vezes, para o ataque mais pessoal ao presidente e candidato da CDU, com algum excesso de agressividade que contrasta com a sua postura geral.

Consegue passar ideia de que poderia ser um bom presidente de Câmara.

 


 

 

José Calado (MIM)

José Calado (MIM)
Revelou pouca preparação, remetendo demasiadas vezes a apreciação sobre matérias concretas para um “nestes dois meses e meio que faltam até às eleições vamos” estudar ou perceber o assunto. Também se refugiou vezes demais na criação de “um gabinete” para tratar o problema. No fundo, resposta evasivas para contornar, reveladora de falta de conhecimento. O candidato do MIM não soube aproveitar a ligação existente, pelo menos aparentemente, entre o elevado nível de abstenção e a justificação de uma candidatura independente. Com tantos bons exemplos, locais, nacionais e, sobretudo estrangeiros, nem por uma vez explorou o que pode ser uma tendência crescente.

O ponto mais forte que deixou minimamente patente foi a coragem e a vontade de enfrentar adversidades, que estarão na génese da criação do MIM, e que demonstrou na galhardia com que respondeu a todas e cada uma das provocações lançadas por Álvaro Amaro.

O ponto mais fraco é mesmo a falta de preparação, que indicia ser de dois níveis; o conhecimento dos assuntos e a própria formação individual.

Não conseguiu passar a ideia de que poderia ser um bom presidente de Câmara.

 


 

Carlos Oliveira (BE)

Carlos Oliveira (BE)
Foi o mais apagado de todos os candidatos. Sem rasgo politico e sem especiais dons de oratória, o candidato do BE pautou-se por um discurso de generalidades, cumprindo somente os mínimos que lhe eram solicitados. Repetiu-se demasiado com o tema da mobilidade mesmo quando o assunto em cima da mesa era outro, e apresentou poucas ou nenhumas propostas concretas. Na maioria das vezes a solução apresentada ficou-se pelos princípios ideológicos e ainda assim mal explicados.

O ponto forte decorre um pouco do ponto fraco; foi (demasiado) polido, nada contundente ou assertivo, e isto pode ser visto, também, como elevação democrática, abertura, respeito pela opinião e condição adversária.

Os pontos mais fracos foram, o já referido, tom e dom de chama quase apagada e a falta de preparação, comum ao candidato independente.

Não conseguiu passar a ideia de que poderia ser um bom presidente de Câmara.

 


 

Álvaro Amaro (CDU)

Álvaro Amaro (CDU)
É o candidato ‘mais politico-técnico’, com instinto politico conjugado com forte domínio da componente técnica das questões. Revelou-se o candidato melhor preparado, com números e outros elementos que demonstram conhecimento detalhado dos dossiers – dos maiores aos mais insignificantes -, embora parte deste ‘mérito’ decorra da vantagem de ser o presidente da Câmara. Manteve uma postura serena e, sobretudo, confiante, mesmo quando acossado por vários, e enfrentou com eficiência as questões mais criticas (chegou a ser brilhante na provocação sobre a alegada falta de validade actual do comunismo, ao começar por dizer que tem “muito orgulho” em ser do PCP e fundamentar depois com opções práticas de ordem ideológica).

O ponto mais forte, além das já referidas competências politicas e técnicas, é o desassombro com que rebate todos os ataques.

O ponto mais fraco foi a postura de aparência pouco simpática – que é ‘feitio da peça’ – mas que, neste contexto particular (de presidente em exercício), é naturalmente ampliada pelo facto de ter de confrontar-se de forma mais intensa com quatro adversários em simultâneo. Ficou patente no episódio em que foi mal-interpretado ao referir-se à intoxicação geral das intervenções anteriores (era o ultimo a falar); apontaram-lhe soberba quando, percebi, se referia apenas à falta de objectividade.

Consegue passar ideia de que poderia ser um bom presidente de Câmara.

 


 

E pronto, a minha ideia base está tomada, não só porque mas porque também 🙂
Os poucos que me lêem, que de facto são poucos, que formem opinião, mas por favor vão votar, nem que seja apenas e só para desenhar um Touro no boletim de voto ou um cavalo ou outra coisa qualquer hehehehe

( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ)

Carla

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