Ontem… hoje e amanhã ?!?!?!

Casamento
em 15-09-1994 Rufi com a noiva 🙂

Assim de repente… parece que, esta semana 15-09-1994, fez 23 anos que casei pela primeira vez…

O casamento terminou, no início de 1998, ficou o meu filho Pedro André, nascido em Setembro de 1997 e além dessa dádiva que me tornou mãe e que não fez ser tudo em vão, recordo sempre com um sorriso nos lábios esta foto, em que estou já vestida(1) , penteada e maquilhada(2)ramo de flores(3) e etc. com a minha Rufi, um dos meus amores maiores que, impedida (pela família – outra cedência) de ir ao casamento, mesmo assim, pousou comigo, numa foto que adoro e que ainda hoje tenho exposta em casa 🙂

(1) Obrigada Avó Romana pelo vestido que fizeste
(2) Eram mais de 50 ganchos a prender o raio do carrapito que tiveram de ser retirados pacientemente à noite
(3)  Obrigada pai pelas flores compradas na Praça da Ribeira e sogra Dª. Fernanda pela composição do ramo

E 23 anos dá que pensar, porque dá mesmo para ser sincera… no que fui no ontem, no hoje e no que serei amanhã, tipo a música do José Cid (de 1975, tinha eu 4 anos), mas sem o romantismo da letra porque, sejamos sinceros, de real romantismo a minha vida tem mesmo muito pouco… ou não será romantismo, nem eu sou romântica, será continuidade no romantismo, algo por ai… O casamento durou cerca de 3 anos e terminou ai por Março de 1998.

Mas aqui fica o raio da música hehehe

…Temos pouco tempo para recordar. 
Sabes, nunca é tarde para começar…

 …. mania que tenho de analisar as letras 🙂

Enfim, meses depois de separada achei mesmo que ninguém ia aceitar uma divorciada de 27 anos, com duas Boxers, contas do casamento para pagar e com um filho ainda de fraldas… enganei-me pois logo em 1998 apareceu, por brincadeira, aquele que veio a ser o meu segundo marido, que foi pai da minha filha mais nova e planeada, Joana e com quem construí uma verdadeira família, com tudo de bom e de mau que isso tem, relação que durou até Dezembro de 2012 (ainda foram 14 anos). Não sabendo o meu futuro, penso que foi o homem que mais marcou a minha vida até hoje.

2Fomos viver para Sapadores, em Lisboa, na primeira casa que compramos, uma encantadora moradia, num típico pátio Lisboeta, pequena mas cheia de charme, com um grande limoeiro no pátio… essa casa ainda hoje pertence aos dois, está alugada e será para ele nas partilhas do divórcio que ainda não estão feitas apesar de combinadas.

Com o nascimento da Joana, a casa tornou-se pequena para quatro e mudamos para uma casa maior no Montijo… na decorrência dos problemas durante a gravidez e subsequentes, ele quis afastar-se de Lisboa e fomos para lá. Era uma casa com dois pátios de mais de 70 m2 cada, excelente exposição solar, o de trás, inteiramente virado a sul, que me permitiu construir um belo jardim de vasos que era o meu orgulho e que me serviu de tema base para o meu ex-blog Omeuquintal.net… mas problemas com os terraços e uma vizinhança desgraçada acabaram por nos fazer vender a casa, desistir das minhas plantas, dar as maiores 😪😪😪😪😪 e partir para uma casa alugada, em Aires, junto a Palmela com o objetivo de ser provisória para se começar a procurar uma casa tipo quinta, o que conseguimos de facto depois de 9 meses que recordo como muito agradáveis.

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Em cima, a recordação do meu saudoso jardim de vasos, nos tempos em que me dedicava afincadamente a ele 🙂 Hoje só uma terna recordação 🙂

Foi assim que aqui vim parar, a esta Quinta da Urze, hoje muito diferente desses tempos.

A casa, inicialmente, vermelha e verde, não era muito do meu agrado mas ele estava cansado de procurar e quis esta e nada a fazer. Com paciência “agarrei-me ao bicho”, desenhei as plantas para fazer a obra e trabalhei com o empreiteiro, diariamente. Ficou uma casa praticamente nova, mantive as velhas paredes de adobe que realmente protegem contra o calor e foi de facto toda idealizada por mim tendo sempre por base o que já existia, mas mudando à medida das necessidades.

Hewlett-Packard
11-11-2004 já casados

Em 2012, após uma série de acontecimentos desagradáveis, o casamento que se tinha efetivado em 11-11-2004 na conservatória do Montijo, terminou e acabei por ser trocada por uma colega dele… devo ter sido a última a aperceber-me mas na realidade, num dia estava casada, tinha uma família, uma casa e no outro posso dizer que me puxaram o tapete debaixo dos pés. Foi literalmente um grande puxão do tapete, assim de repente e do nada, tudo aquilo em que a minha vida assentava, desabou e ficou desfeito em mil pedaços. Aliás, como as coisas foram, acho que não fui tida nem achada, nada poderia fazer, no meio da confusão, estava consumado.  

Desde ai, a minha vida sentimental tem andado pelas ruas da amargura por assim dizer, talvez nem eu estivesse de facto preparada é também por ai. Não me soube defender de certas situações, de quem se instalou na minha vida sem ser convidado para causar o caos, isto para ser simpática… felizmente consegui correr com quem causava o caos na minha vida, mas não foi fácil, sofri alguns roubos, chatices, mas está feito.

Novas barreiras levantadas contra envolver sentimentos sobre que homem for, até que, sem estar à espera lá deixei que as barreiras fossem derrubadas e voltei a arriscar. Ainda só tem uns meses, deixa ver como corre, mas no geral sabe bem… o engraçado é que noto que quando ele aparece, a minha expressão muda, suaviza e isso acaba por ser bom 🙂

Mesmo assim, estou a dar-lhe o poder de me magoar o que, para mim capricorniana, é uma falta de auto-controle perigosa e assim, em certos momentos de insegurança, que os há, tenho mesmo vontade de ouvir mesmo isto, ouvir non stop 🙂 lamechas eu 🙂

Há uns dias, acho que a letra se aplicava mesmo… cenas manhosas, que eu interpretei mal e para um coração partido nada como atirar para trás das costas e seguir em frente 🙂 há outra opção???

Eu sou de facto assim e tenho tentado, nos últimos tempos (já escrevi sobre isso), moderar essa minha impulsividade, mas volta e meia… seja no campo amoroso seja na amizade ou mesmo no profissional, é assim e pronto… o tal salto em frente que muitas vezes me leva a cair… outras não 🙂

Enfim, para quem não sabe a letra, aqui fica, com tradução caso alguém não perceba inglês… as músicas não devem ser só cantadas trá lá lá… devem ser entendidas e sentidas 😉

I dont want to talk about it

Pronto, voltar à vida calma e tranquila, ver se o repuxo do charco está a funcionar (por vezes não há sol e deitar umas sementes de Agrião de Água no canteiro do meio do lago… a caixa diz que ainda se podem semear mas se nascem é uma coisa a ver 🙂 

Como toda a gente, desconheço o futuro, sei que não é fácil ter uma relação comigo, sou desarrumada e além disso penso que a minha postura mental, intelectual chamemos-lhe assim, consegue afastar a maioria dos homens, mas é assim que sou e nem sei porque sou assim, por vezes seria melhor ser mais simples, não escarafunchar histórias antigas seja dos meus antepassados, tema que me apaixona, seja da descoberta do túmulo do Tutankamon, que pensava que toda a gente conhecia mas pelos vistos as novas gerações não… enfim, para quem “Don’t you know?” melhor aqui deixar o “Walk Like an Egyptian” (The Bangles)

Pronto, divirtam-se que a vida está longe de ser só Kizomba e redes sociais heheheh sem ofensa claro 🙂

Beijocas

Carla

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