A precisar de miminhos 😘

O meu gato mais que tudo descansa em cima da secretaria enquanto eu lhe faço festas no pelo e encosto a cabeça… Às vezes, como hoje, em que o meu filho foi para o Porto, fico assim um bocado em baixo a precisar de mimo e lá me agarro a quem não me nega mimo, no caso um gato 🙂

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É um pouco complicado para mim, depois de coisas que ouvi quando me implicaram num assunto que não é meu e me escolheram como alvo, eu que repito não tenho absolutamente nada a ver com discussões de um casal de que não sou parte integrante… 

Não me sai da cabeça, fiquei sozinha com o meu filho desde muito cedo, tentei sempre dar o meu melhor, trabalhei, paguei do meu ordenado sempre para que tomassem conta dele, para ter material escolar, brinquedos, roupas e por ai fora… Fiz com as minhas mãos e imaginação máscaras de carnaval (palhaço, cossaco, rei, ninja assim de repente) e festas de anos… tentei sempre dar tudo dentro das minhas possibilidades… Falhei??? Falhei sim, toda a gente falha e eu não sou exceção, mente quem diz que é uma mãe perfeita e que nunca falhou! 

Aos 3 anos do meu filho, fomos viver com o padrasto dele que, raivas à parte, deu certamente o melhor que podia e sabia dar… Da nossa parte nunca faltaram alimentos, os brinquedos mais IN da época, roupas, material escolar, enfim, tudo o que era necessário… Mais tarde, depois do complicado nascimento da minha filha, mudamos-nos para o Montijo e funcionamos sempre em família, casa, os miúdos nas escolas, férias a acampar junto à praia ou noutros locais, professor e mais tarde professora de guitarra, psicóloga (levado pelo avô) e tudo o mais que fosse necessário… 

Sim, separamos-mos em 2012 e divorciamo-nos em 2015, não ficamos amigos nem tal era possível por ter sido uma separação tão à má fila mas nestes 4 anos sempre temos tratado o assunto filhos com diálogo e respeito, sem aquelas guerras que se veem noutros casais, sem chantagens que se vê noutras pessoas separadas e nunca tentei intrometer-me na relação entre o na altura meu marido e o meu filho e mesmo, após separação, dado ter sido ele a principal figura paternal, porque na prática foi-o, entendi não ser justo da minha parte quebrar essa relação… Cerca de dois anos mais tarde houve um desentendimento, o adolescente como acontece com todos os adolescentes começou a não gostar / baldar-se das visitas de fim de semana e a figura paternal talvez por não ser pai de sangue, levou a mal estas ausências que sendo normais e parte do processo de autonomia da adolescência foram mal interpretadas e escalaram verbalmente até que eu, que tentei não intervir, tive de dar uma bela descasca a ambos para que regularizassem a situação o que veio a acontecer. 

Mas ouvi também no chorrilho que se voltou para cima de mim que além do meu filho se ter vindo embora porque  eu não cozinho (a criança morreu de fome aos 3 anos e é hoje um holograma alto e cabeludo) e nunca o defendi do padrasto, isto dito por quem desconhece que dos 3 aos 16 anos foi o padrasto juntamente com a mãe que o criou, que desenvolveu o sentido de família, a relação era de tal maneira que as professoras diziam quando havia prendas ou recados que aquilo era para entregar aos pais ou aos Fred’s. Até o pai biológico admitiu em tribunal de livre vontade que ele estava em boas mãos.

Muito sinceramente, o fim deste casamento não foi uma coisa agradável e deixou-me sequelas seja agora seja daqui a 20 ou 30 anos…Não sou pessoa de esquecer, seria provavelmente mais feliz se esquecesse certas coisas mas tal não é possível, sou Capricórnio e não é preciso mais nada… 

Mas falar do meu ex é bom que se fale com conhecimento de causa, gosto de ser justa…

Durante mais de 12 anos foi a figura paternal que se levantou às 6 da manhã para o ensinar a andar de bicicleta, foi a pessoa que o desenburrou quando a professora já desesperava com a leitura, foi quem o tirou da água às cavalitas quando foi picado por um Peixe-Aranha, foi quem o safou de miúdas que o perseguiam depois de ele ter dado um apalpão no rabo de uma mandado por outros, podia continuar aqui a debitar momentos que os houve bons e maus… 

Certamente por cada mau momento poderia recordar 3 ou 4 bons momentos, jogos de futebol, passeios na praia, as tardes em que ele saia da escola e ia fazer os trabalhos no emprego do padrasto, as primeiras vezes em que foi a pé para a escola e o padrasto ia escondido atrás a ver se estava tudo bem… Ou no momento em que morreu a minha avó paterna no funeral foi nos braços do padrasto que chorou convulsivamente (éramos ligados a ela). Gostava mesmo que quando se tomasse alguém de ponta se tivesse presente os últimos anos, que se tivesse em conta todas as coisas… Porque era preciso viver esse tempo para se poder avaliar justamente e não deduzir com base em 2 ou 3 episódios desabafados . 

Eu, humana, tive erros como mãe e o meu humano ex terá tido os seus erros, toda a gente tem, é só isso que tenho para dizer mais nada! 

Entretanto também a Maria Papoila me mima 🙂

Nota: comecei a escrever ontem dia 11 setembro pelo que é essa a data, mas acabei a 12. Acontece!

😘

Carla

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